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Sábado, Fevereiro 02, 2008:
A Passos Largos, TropeçoEntão eu olho para o futuro
não vejo nada mais que um passado obscuro
Não consigo me livrar deste peso
que afunda meu barco aos poucos
e nem sei qual de meus atos desencadeia
a minha viagem, talvez, derradeira.
Sigo uma lógica de loucos,
previsões eu murmuro
Como posso entender tanto o futuro
se nem metade do que pensava hoje acho?
Sei que dessa vida não se sai ileso
Saímos aos farrapos,
derrotados pela morte
e como seres frágeis
Mas despertamos no final
como insetos alados saem dos casulos.
Mas a intenção do meu passo
é sempre maior que minhas pernas
Eu sei.
Só não sei qual passo estou dando
e nem pra onde.
12/11/07
Escrito por Oliveira Costa
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